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terça-feira, 20 de março de 2012

"MEUS OLHOS VERDES"




Ah, "meus olhos verdes",
Por que tanto me fascinam?!...
Quanto mais procuro eu outro olhar
Tanto mais me prendem as tuas retinas.

Ah, "meus olhos verdes",
Por que tanto me alucinam?!...
Quanto mais procuro eu mirar o mar
Tanto mais enxergo eu tuas "meninas".

Ah, "meus olhos verdes",
Por que tanto me combinam?!...
Quanto mais quer me cegar a solidão
Tanto mais tuas pupilas me iluminam.

Ah, "meus olhos verdes",
Por que tanto me dominam?!...
Quanto mais brilho nos teus fachos
Tanto mais esses fachos me fulminam..

Quisera eu,
Fossem meus,
"Meus olhos Verdes"
Mas, a olhá-los, simplesmente me contento
Que tenham eles outros donos pela vida.
MAS, QUE SEJAM SÓ MEUS......NESTE MOMENTO.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Reflexões

A firmeza nas decisões, a humildade nas atitudes e a honestidade nos propósitos conduzem o homem, normalmente, a ter a credibilidade de seus semelhantes.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Reflexões



Somente a nossa essência espiritual permanecerá e exalará nossas vibrações para sempre. Vaidade, para quê? Se um dia ou seremos banquete de bactérias saprófitas ou apenas cinzas. Claro, que o melhor de cada um formará um mundo mais feliz, e, o melhor de cada um está na paz interior do ser metafísico que Deus criou.
Miguel Leda Dourado.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Percepção




Vejo,
Em teus olhos
Algo de afável
A se combinar comigo.

Ouço,
Em teus gestos
Algo de sustenível
A se musicar comigo.

Calo,
Em tua voz
Algo de inaudível
A se conversar comigo.

Penso,
Em teu conteúdo
Algo de incompreensível
A se comunicar comigo.

Não...
Não sei se te amo...
Mas só sei...
Que te sinto, em todos os sentidos.

Esta poesia faz parte da Antologia "Valores Literários do Brasil", Volume VI, 1987, selecionados pela REVISTA BRASÍLIA - Brasília - DF.

domingo, 17 de outubro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CIGARRO.

Miguel Leda Dourado.
Cigarro...

Que se passa comigo?

Se na tua fumaça...

Já passaram meus amores,

meus amigos.



Não!...

Não te apagas agora

Pois, a tua chama

É a única luz

Deste ser que chora.



Cigarro...

Que queres comigo?

Se a tua cinza

É o meu passado

É o meu abrigo.



Cigarro...

Dos meus dedos, inseparável!

A tua tragada mortal,

Talvez seja a única verdade

Nesta vida teatral.



sexta-feira, 26 de março de 2010

O VÔO DO URUBU


Cheguei ao bar dos amigos, nosso habitat natural, e quem logo me recebeu foi Máxima, a filha do proprietário, que é uma bela menina e fala pelos cotovelos, mas dentro da lógica o que é admirável, para uma garota da idade dela, mais ou menos oito anos. Ela é o máximo mesmo. Fui servido de uma cerveja geladíssima, como só naquela casa tem: nevando. Sentei-me só, sem a companhia dos amigos de sempre, mas eu precisava ficar só. Em uma mesa ao lado, uma turma jovem fazia uma barulheira doida, com muita animação, gozação, onde cada um contava uma situação engraçada vidada por eles. Eles davam vida ao ambiente, com suas jovialidades. Chamou-me muito a atenção a chegada da turma da limpeza do município, que retirava o lixo acumulado durante muitos dias. Muito lixo...culpa de quem??!! Do gestor público, indubitavelmente. Estes enrolões estão sempre apresentando desculpas esfarrapadas e o que é pior, com a mesma falácia, o mesmo discurso surrado e repetitivo. Dá nojo ouvir aquela paraférnalia de idiotices, mas há quem goste e eles se elegem sempre. Deixa para lá, por enquanto. Ao tempo em que era procedida a limpeza, os urubus faziam festa! Eu jamais tive a oportunidade de ver um bicho desses de tão perto, o urubu se aproximou de mim demais, ficando a menos de dois metros. Observei atentamente o animal, que é extremamente arisco, mas naquela situação, arriscava-se a chegar perto do lixo, já que o lixo estava tão perto e abundante. De repente a ave, que todos chamam de agourenta, simplesmente por ser preta, que fazia seu trabalho ecológico, com esmero, até ajudando os munícipes e gestores da Ilha do Amor; com uma agilidade incrível, surpreendente, levantou um vôo, dos mais planados e harmônicos, superior a qualquer boeing. Fique admiradíssimo com o belo vôo e acompanhei a sua trajetória, até o pássaro negro sumir no ar. Momento de rara beleza. Eu só, somente só... e este bicho, chama-me à atenção para a vida e a boniteza que se pode ver nela, basta olhar com os olhos do interesse e da singeleza. O voador negro, até que não é feio demais de perto, posso até considerá-lo bonito. Isso...isso... o urubu é sim um belo animal! Ele é negro que é a cor da seriedade, da serenidade e do ocultismo. Há muito preconceito contra os urubus e a cor negra, a ponto de alguns chamarem um negro bom caráter de "preto da alma branca". Sou daqueles, que entende quaisquer tipos de preconceitos como burrice pura. Deixemos os preconceitos à parte. Dizem que o urubu-rei é o mais esperto, também podera: é rei, né? Já pensou se houver mesmo reencarnação e todos os políticos do Maranhão voltarem como urubus. Serão, obviamente premiados, pois a ave negra é um animal nobre e trabalha para o povo. E quem seria o urubu-rei??!!..(caramba, quase rimei...) Os maçons também vestem negro em seus rituais. Os padres também vestem negro em seus rituais. Muitos outros vestem negro em seus rituais. Pintam sempre a morte de preto, não sei não...não sei não. Por quê será que os urubus foram feitos pretos por DEUS, com a missão sublime de limpar ambientes isolados e putréficos? Falam que DEUS está nos detalhes, pois o criador está no vôo do urubu. Daqui para frente, quando outras pessoas admirarem o vôo do urubu: fui eu! Eu ví primeiro! Eu percebi primeiro! Afinal do atributo, do corpo, que o ser celeste nos deu, um dia nos restará apenas a carcaça e aí, que importa? Que venham os urubus, pelo menos seremos parte da festa. A vida é efêmera, frágil e bela, meus irmãozinhos, e a paz interior, a essência espiritual, esta sim exalará e permanecerá, distribuindo o perfume de nossas almas para sempre. Lembro-me de Sêneca: onde eu vou eu levo o meu espírito, o sol que me cobre é irrelevante. É bom ser o mesmo em qualquer lugar, ser essência, ser metafísico. Voa urubu! Xô, voa estranho animal, na tua morbidez, mas voa belo, valsando de modo preciso, com a necessidade só dos teus instrumentos de vôo dados pela natureza divina! Voa... é belo! Se PESSOA visse isso, até diria: voar é preciso viver não é preciso.
Santa Inês, 22 de março de 2010, Apartamento n°225 do Hotel Socic.

MIGUEL LEDA DOURADO

segunda-feira, 22 de março de 2010

terça-feira, 8 de setembro de 2009

LÉDA




Pela beleza de viver!
Pela dignidade que se herda!
Pela humildade no saber...
DEUS nos fez LÉDA.

Salve o II Encontro da Família Léda! Congratulações a todos os Lédas, pelo grande evento e pela maneira altiva e digna, com que vivem em sociedade. Parabéns à toda a Comissão Organizadora!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BEIJO ALHEIO


É...
É muita fuga
Você...achar feio
Um beijo alheio
Só...
Para despertar
Nossos anseios
E degolar
Meu devaneio.

Eu...?!
Entro na boca
Que eu quiser
Só...
Para você achar que é
Ingenuidade,
Ou burrice
Ou sacanagem até.


Mas chega de tanta ilusão
Vou alugar um coração
Achando...
Lindo o beijo alheio
Só...
Para compensar
O nosso beijo
QUE NÃO VEIO.

sábado, 4 de julho de 2009

CREDIBILIDADE




A firmeza nas decisões, a humildade nas atitudes e a honestidade nos propósitos conduzem o homem, normalmente, a ter a credibilidade dos outros.
MIGUEL LEDA DOURADO.

(Estas palavras dedico ao jovem PATRICK, filho de Itamar Miranda Felipe e Dona Jesus, que hoje comemora o grande evento da formatura em engenharia. Que venha o novo engenheiro e que seja igual aos pais e muito feliz, o que com certeza nos fortalecerá. As frases acima não significam conselhos, mas deduções lógicas e incontestáveis da realidade, sintetizadas por este humilde prosador).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A FLOR ESPERADA


Passei anos e anos...
Procurando a minha flor,
Quando me faliam os ânimos
Essa flor se revelou.

"Sete anos de pastor Jacó serviu
Ao pai de Raquel, serrana bela"
A vida inteira eu serviria
Só para contemplar os olhos dela!

Sensibilidade ou não?!...
A tua presença eu prevejo...
Ou por tua fragância no ar,
Ou na ânsia do teu beijo.

Por quê...te apresentas agora...?!...
Para me levar ao paraíso...
Se só a sombra dos teus lábios...
Já energiza o meu sorriso.


(Sala do Edfício Itacolomy-1982).

domingo, 24 de maio de 2009

ASSIM...TAMBÉM, NÃO!


Eu fui em Fortaleza...

Lá na Praia do Cumbuco...

Me lascaram uma conta,

Que eu quase fico maluco.


Lá, na praia do parque

"o doido" pediu lula,

Quando chegou a conta...

Quase ele vira mula.


" O anão de Bequimão"...

Mandou a "creche" para o parque

"Rabinho"..ficou preso...

"Rabão" deu um esculacho!


No "JOÃO DO BACALHAU"

O minerim comeu legal,

Mas para pagar a conta

Ele peidou e passou mal.


Eles dizem que como muito,

Mas isso é coisa de lorel.

Se eu como tanto assim...

É porque conto com "PINCEL".



Aeroporto de Fortaleza - retorno à São Luís, depois de um agradável passeio.

Os personagens aqui citados são todos reais e estão todos bem vivos, graças a DEUS.

domingo, 17 de maio de 2009

VIDA CURTA

A vida é efêmera.
Vida curta.
Curta a vida!
Uma vida só
É pouco para tanta luminosidade.
Vou pedir para Deus.
Dar a elas
Pelo menos,
Duas vidas!
Para elas serem
Mais felizes ainda!
Sete...? Como gato?!!!...
NÃO!
Aí, ELAS IRIAM MORRER DE FELICIDADE.

Estas palavras são para uma certa senhora de 93(noventa e três) anos e uma meninhinha de 17(dezessete) anos, que distribuem força vital, para todos nós.



quinta-feira, 30 de abril de 2009

DONA ELETRICINA


Hoje eu me lembrei da senhora. Daquele dia. Eu havia me esmerado, aperfeiçoando a pontaria, minha baladeira estava no ponto, no capricho, para atingir o alvo, que era a sua janela marron, de pintura totalmente desbotada.
A hora era a hora precisa, para minha travessura, já que logo após o almoço, todos os burgueses costumam cochilar com a pança cheia da agonia da vida: era a hora precisa...ora se era. Acordar sua inocente loucura me dava uma certa satisfação pessoal, na proibição excessiva e burra,em que os garotos daquela época viviam, de não poder sequer pronunciar uma porra, em quaisquer que fossem os ambientes: público ou privado (ou até mesmo na privada), pois o temor de alguém ouvir e a rígida correção, que certamente viriam, eram aterrorizantes.
A baladeira no ponto, a pedra -cuidadosamente -escolhida. Era o ápice do meu crime juvenil, meu coração se desritimava e acelerava corajosamente, sabedor que eu era da repercussão, que a concretização do meu ato provocaria entre a molecada do bairro.
Prendi a respiração e puuuuuuum. Acertei o alvo em cheio. A janela se abriu e a senhora vomitou os palavrões mais bem ditos(benditos?), saidos de sua total falta de lucidez, da sua doidice incurável.
A janela rapidamente, fechou-se, depois do festival de sacanagens exibido, com a força e a certeza, de quem está sendo escutado, por ouvidos atentos e curiosos.
Dentre as peladas (ou cabeludas) proferidas, eu até então, não tinha conhecimento da palavra pívidia, com que todas as mães foram homenageadas:" vai jogar pedra na pívidia da tua mâe", só algum tempo depois entendi o significado da palavra, usada no Inteiror do Estado, fora do significado principal e de forma pejorativa, mas mesmo assim, Dona Eletricina, jamais me revoltei, em dar o troco a alguém.
Aproximei-me vagarosamente, da janela, para ouvir o que a sua velha loucura cínica resmungava, quando fui flagrado, espiando a intimidade do seu terraço. Fui agarrado, por sua mão tresloucada e arrastado, para dentro da casa, com a fúria insaciável dos loucos.
A sentença foi patética, a afirmação da senhora havia me encucado: "vou fritar alguns ovos para você comer...". A minha admiração e indagação sairam na mesma intensidade, com que recebí a sentença pela peraltice. Por quê ovos fritos?
A resposta entresticida, angustiada, dócil, serena, convicta e racional surgiu fulminante: "é porque, somente quando, os meninos vadios atiram pedras na minha janela, alguém me dá
atenção e eu tenho contato, com os que se dizem normais".
" Comendo ovos, você com certeza, terá mais vigor, mais força, para atirar pedras na minha janela e me tirar da alucinante solidão em que vivo e voltar a este mundo insensato e ridículo e....prazeirozamente, xingar a todos".
Dona Eletricina! HOJE EU ME LEMBREI DA SENHORA. DAQUELE DIA. É QUE ATIRARAM UMA PEDRA NA MINHA JANELA.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Mais Lindo do Amor





























Tua ingenuidade...




Tua espontaneidade...




Tua vivacidade...




Me iluminou




O mais lindo do amor.








A tua fantasia...




Do "quando eu crescer"




Do "faz de conta"




Do sacy-pererê




Me reciclou a vida




E eu voltei a sonhar




E eu me remocei a viver.








Te contar estórias




Cumpliciando carinho




E dormir sorrindo




Me presenteou




O mais lindo do amor.








O teu sorriso...




Meigo,




Escancarado




E infantil




Refletiu...




A amizade,




A sinceridade




E a paternidade




Com que DEUS




Nos uniu.












Estes versos foram dedicados a minha filha CAROLINA, quando dos seus 06(seis) anos de idade.

O MAIS LINDO DO AMOR

Tua ingenuidade...

Tua espontaneidade...

Me iluminou

O mais lindo do amor



A tua fantasia...

Do "quando eu crescer"

Do "faz de conta"

Do sacy-pererê

Me reciclou a vida

E eu voltei a sonhar

E eu me remocei a viver.



Te contar estórias

Cumpliciando carinho

E dormir sorrindo

Me presenteou

O mais lindo do amor.



O teu sorriso...

Meigo,

Escancarado

E infantil

Refletiu...

A amizade,

A sinceridade

E a paternidade

Com que DEUS

Nos uniu.





Estes versos foram dedicados

domingo, 26 de abril de 2009

O ARAME E O CAPIM


O arame.....farpado.
O capim.....seco.
As mãos.....vazias.

O arame.....limita.
O capim.....inflora.
O patrão..... enriquece.

O arame....aumenta.
O capim..... cresce.
A fome.....amadurece.

O arame.....afasta.
O capim.....devasta.
O trabalho.....carece.

O arame .....fere.
O capim..... perece.
O homem.....entristece.


Esta poesia faz parte da Antologia "Palavra Descalça" - Edições MUIRAQUITÃ -Lajeado-RS.